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A Arte de Voar

Altarriba

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Sinopse

Publicado originalmente em 2009, A Arte de Voar começou por ganhar o Prémio Calamo desse ano, para no ano seguinte arrebatar todas as mais importantes distinções espanholas, começando pelo Prémio Nacional da Catalunha (Comic), pelos troféus de Melhor Obra, Melhor Argumento e Melhor Desenho de autor espanhol do Salão do Comic de Barcelona, para culminar no Prémio Nacional do Comic de 2010. Um palmarés impressionante, revelador do impacto crítico de uma obra que extravasa o âmbito da Banda Desenhada e que afirma (e confirma) a força da novela gráfica no país vizinho.

Biografia de Antonio Altarriba Lope, nascido em 1910, em Peñaflor, numa aldeia perto de Saragoça, A Arte de Voar tem por base as memórias que Altarriba deixou escritas quando, em 2001, decidiu pôr termo à vida, lançando-se da janela do quarto andar do lar em que vivia. Memórias que o seu filho transformou numa narrativa poderosa, em que a vida de um homem que atravessou os momentos mais marcantes do século XX espanhol, com destaque para a Guerra Civil e para a 2ª Guerra Mundial, se (com)funde com a história do país.

Diz-se que, ao morrer, uma pessoa revive em segundos os principais acontecimentos da sua vida e é esse o mecanismo narrativo que Altarriba (filho) vai usar para contar a história de Altarriba (pai), transformando os poucos segundos da queda para a morte de Antonio Altarriba Lope em noventa anos de vida. O facto de o autor contar as memórias do seu pai, aproxima este livro de outro clássico da Novela Gráfica, o Maus de Art Spiegelman, mas aqui autor e personagem, pai e filho, acabam por se fundir no narrador: “o meu pai, que agora sou eu”, como refere o autor logo no início da história, enquanto que em Maus, a relação entre Art Spiegelman e o seu pai, Vladek, é marcada pelo antagonismo.

Relato sem concessões da dura realidade de um homem, romântico e anarquista, que vê ruir todos os seus sonhos e afundar todas as utopias por que lutou, A Arte de Voar, conta com o inspirado trabalho gráfico de Kim, cujo traço extraordinariamente detalhado, num estilo que oscila entre o hiper-realismo e a caricatura, dá corpo (e alma) às memórias de Antonio Altarriba Lope. De seu nome Joaquim Aubert i Puig-Arnal, o desenhador catalão Kim é um dos fundadores da revista satírica El Jueves, (título que pode ser visto como o equivalente espanhol da Charlie Hebdo) onde criou o emblemático Martinez, el Facha. Habituado ao registo das histórias curtas, Kim tem aqui o seu trabalho de maior fôlego e o mínimo que se pode dizer é que os dois anos passados a desenhar A Arte de Voar compensaram, pois permitiram dar vida a esta obra absolutamente incontornável, que o Público e a Levoir agora dão a descobrir aos leitores portugueses.

Publicado originalmente no jornal Público de 27/03/2015

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Autor

Altarriba

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