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Políticas da Língua, da Comunicação e da Cultura no Espaço Lusófono

Isabel Macedo, Moisés de Lemos Martins

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Sinopse

As políticas da língua e as políticas de comunicação da ciência decidem, não apenas quem tem o poder de definir a realidade social, como de igual modo o poder de impor essa representação. A globalização da investigação em Ciências Sociais e Humanas está ligada à globalização dominante, alimentada pela indústria dos países anglo-saxónicos. Mobilidades e redes de investigação, avaliações internacionais, grandes reuniões científicas internacionais, patrocinadas por associações globalizadas tendem a enfatizar e a endossar a assimilação e a reprodução do pensamento anglo-saxónico hegemónico no campo das Ciências Sociais e Humanas, legitimando o "pensamento único", científico e epistemológico.

Em Portugal, particularmente no que se refere às Ciências da Comunicação, o Português é a língua de ciência, comum a todas as revistas. E esta política de língua é compreensível, não apenas como uma estratégia para uma mais alargada difusão da produção nacional, mas também como um modo de ultrapassar as tradicionais dificuldades de uma limitada circulação internacional dos artigos. 

Ao longo das últimas décadas, as comunidades científicas das Ciências Sociais e Humanas criaram associações nacionais e lusófonas para promover a língua portuguesa como língua de conhecimento, contribuindo para a internacionalização dos seus investigadores. No entanto, embora o Português seja falado por mais de 250 milhões de pessoas - constituindo a quinta língua mais falada no mundo - os investigadores de Ciências Sociais e Humanas desconhecem, muitas vezes, a investigação que os seus pares linguísticos realizam.

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Autor(es)

Isabel Macedo

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Moisés de Lemos Martins

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