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Sinopse

É um livro que se lê como uma viagem, não sendo um livro de viagens. Um ajuste de contas, isso sem dúvida - com o passado para onde regressa, numa "bicicleta que era verde e voava" e onde reencontrará (sendo nós sua testemunha) saudades do que tem culpa de ter saudades. Recordações de um Portugal salazarista e beato. De uma vida previsível e bolorenta. Da ausência de expectativas. Da impossibilidade de qualquer esperança. A única Esperança em Setembros é a criada que, não por acaso, lhe dá a notícia da morte do avô, o primeiro fim da sua vida, a que lhe permitiu imaginar que os corpos iam para o céu no dorso de gansos. Há personagens/pessoas inesquecíveis nesta viagem. Figuras que se cruzam connosco e nos impressionam como se não tivessem existido, como se tivessem saído de um romance de Saramago (a quem Miranda homenageia no encontro com o bêbado guardião dos meses). A Carminho e os croquetes que deitava elegantemente ao chão; a menina de olhos verdes, que o narrador nunca mais viu depois de a ter visto; o cão preto no corredor, pesadelo da sua infância que o marcará até ao fim; a mãe estendida sobre a cama, vestida de um negro desconhecido; o Chico Propaganda que era do reviralho ("conspirava na sombra e reunia na sua alfaiataria tertúlias de oposicionistas que fumavam cigarros sem filtro e traçavam estratégias de combates que nunca travariam").

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Autor

Miranda, João

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