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Detalhes do Produto

Sinopse

Cidade Solitária propõe-nos, entre outras coisas, uma vasta teia de solidões, silêncios cheios de coisas não ditas, personagens que «rosnam apenas», figuras que se parecem com «hóspedes longínquos», «pedaços de frases suspeitas», gente que pensa que «as palavras (são) um risco», «as pessoas [...] um deserto», personagens que se aproximam «em bicos dos pés», «mãos vazias», «atividade(s) [que são] um logro», segredos que ocultam «a falta de limpidez, de espontaneidade nas relações com os demais», percursos, vidas que concluem: «não confies», destinos envolvidos num «frio medular», enfim, colhendo quase ao acaso, aqui «um homem que, friorento [...] ocupava mais espaço do que os outros lhe haviam destinado», ali um outro que «comia cercado de sombras do passado»... Um inventário de lapsos, de falhas, de silêncios, de desconfianças, de segredos, de conjuras. 

Do Prefácio

Eugénio Lisboa


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Autor

Fernando Namora

Romancista, ensaísta, poeta e também pintor (1919-1989). Detentor de uma obra vasta e multifacetada, iniciou-se na prosa em 1938 com As Sete Partidas do Mundo, ficção em moldes presencistas. Notabilizou-se com Fogo na Noite Escura (1943). Mais tarde, em 1948, escreveu a 1ª série de Retalhos da Vida de um Médico, e em 1963 escreveu a 2ª série. Trata-se de uma obra marcada pela vivência da sua profissão de clínico. Em 1954 saiu O Trigo e o Joio. Nessa mesma década sofreu Namora a influência do existencialismo, visível em obras como O Homem Disfarçado (1957) e Cidade Solitária (1959). O Rio Triste, publicado em 1982, é, porventura, um dos seus melhores romances.

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