Lewis Throndheim

Nascido em 1964, Lewis Trondheim é hoje em dia reconhecido como um dos maiores criadores de banda desenhada francófona. Depois de estudar artes gráficas publicitárias, conheceu Jean-Christophe Menu numa conferência, que lhe abriu os olhos para uma forma diferente de fazer BD. Depois de criar um fanzine por conta própria, juntou-se à equipa da revista Labo e, em 1990, cofundou L'Association com Menu, Stanislas, Mattt Konture, Killoffer e David B., uma editora que viria a revolucionar o panorama da BD europeia. Prolífico e ávido de desafios, Lewis Trondheim embarcou numa improvisação histórica de 500 páginas, Lapinot et les carrotes de Patagonie. Neste extraordinário volume, transparece o estilo de Trondheim; o seu amor pelos grandes clássicos da BD franco-belga, uma linha desconstrutiva de animais, um sentido de diálogo apurado e uma fantasia desenfreada de novela. Em 1997, iniciou uma série titânica com Joann Sfar: Donjon, um épico cómico e fantástico, algo entre The Muppet Show e Conan, o Bárbaro. Depois de inúmeras criações, lançou o selo editorial Shampooing nas Éditions Delcourt, uma coleção moderna e inventiva. Em 2006, Lewis Trondheim recebeu o Grande Prémio de Angoulême e desenhou o "Fauve" (animal selvagem), a mascote oficial do festival. A partir de 2008, investiu na revista Journal Spirou, onde criou várias séries. Sem falar da série multifacetada L'atelier Mastodonte, com uma dúzia de autores, ou Panique en Atlantique, um Spirou “de autor” ilustrado por Fabrice Parme. Em 2024, Lewis Trondheim enfrentou outra lenda, o Marsupilami, e leva-o numa grande aventura tendo como pano de fundo a Conquista Espanhola, em El Diablo, maravilhosamente trazida à vida pelos desenhos coloridos de Alexis Nesme.