Carlos Gil

O teatro foi a sua paixão, antes de se profissionalizar no jornalismo. Primeiro na universidade de Coimbra, no CITAC (Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra) e no Grupo de Teatro Independente Teatro d’Hoje, de que foi um dos fundadores; mais tarde, no Grupo Cénico da Faculdade de Direito de Lisboa, ao lado de Helder Costa, Carlos Pinto Coelho e de António Corvelo, João Mário Mascarenhas, entre outros. Pelo meio (1963-1965) prestou o serviço militar obrigatório em Timor, onde colaborou na rádio e nos jornais e fundou um grupo de teatro experimental.

Trocou Direito em 1968 (frequentava o 4.o ano da licenciatura) pelo jornalismo, em A Capital, onde se iniciou, mais tarde, como fotojornalista.

O 25 de Abril encontrou-o na revista Flama, onde se manteve até 1977, ao mesmo tempo que ensaiava colaborações na imprensa portuguesa e estrangeira.

Além desta revista e daquele diário publicaram-lhe textos e fotografias, como freelancer, El País, Pueblo, Cambio 16, Manchete, O Cruzeiro, Der Spiegel, Diário de Lisboa, O Jornal, Expresso, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Sete, Tal & Qual, O Liberal, e as revistas Mais (editor fotográfico 1983-1985), Sábado, Quatro Estações, Homem, Elan, Guia, Tempo-Livre (editor fotográfico 1990 a 2001, ano da sua morte).