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(a)Riscar em Póvoa e Meadas... a Cores

Luís Pedro Cruz

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19,80 € 22,00 €

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Sinopse

Ao contrário da experiência de Castelo de Vide (“(a)Riscar em Castelo Vide”), Luís Pedro Cruz não faz desta uma contada história de percurso. Neste caso, indo talvez mais longe, faz deste lugar de Póvoa e Meadas um lugar de inscrição. Inscreve-o no tempo e no espaço, ou, dito de outra forma, nos tempos e nos espaços: os que lhe são contados e abertos pela inúmera memória dos seus habitantes.

Se é verdade que pelo desenho inscreve a existência das casas, das fontes, das praças e dos presentes lugares em volta, já pelas vozes inscreve em inexistentes lugares as ‘impresentes’ casas e a incerta memória das gentes que as criam.

Dizendo a linguagem simples de um discurso muito directo, por um imediatismo de palavras mais ‘terra-a-terramente’ entendíveis, os testemunhos vão viajando como nos sonhos que por vezes não fazem sentido e nos sonhos são aceites.

(...)

Espreitemos então para este livro com a enigmática curiosidade com que espreitamos por uma janela que tudo nos mostra, abrindo por fim a porta da rua para sair e entrarmos fascinados por ele adentro como quem regressa de nós – e inventa o mundo.

[do Prefácio de Rui Casal Ribeiro]

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Autor

Luís Pedro Cruz

LUÍS PEDRO CRUZ, colheita de 59, e à “Parede” chama-lhe a sua terra. Arquiteto no Alentejo, fascinado pela paisagem que o cerca, desenhador compulsivo e desorganizado, sem grande paciência, traço rápido que funciona por sucessivas aproximações à realidade sem nunca lá chegar e com o erro bem à vista (aliás, mais do que isso não lhe peçam, porque cada um faz o que sabe!). Capta sítios sem deixar pela metade. É solitário, talvez até tímido e, por isso, usa o desenho para chegar aos outros sem dar a cara. Quando quem olha interioriza o desenho e a partir do registo fala de si, do que viveu, e com os outros – objetivo conseguido! Ultimamente faz livros: primeiro um calhamaço “A Reabilitação e Autenticidade – Consequências no Tecido Urbano” e, depois, “(a)Riscar” por aí: primeiro “em Castelo de Vide”, à custa de desenhos (d)escritos e, agora, “em Póvoa e Meadas... a cores”.

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