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A Noite que Fora de Natal/Uma Carta do Pai Natal/Os Mortos

James Joyce, Mark Twain, Jorge de Sena

Sujeito a confirmação por parte da editora


Desconto: 10%
13,50 € 15,00 €

Detalhes do Produto

Sinopse

Três textos como três Reis Magos:

- um conto de Jorge de Sena, A Noite Que Fora de Natal; 
- uma carta, Carta do Pai Natal, que o Pai Natal escreveu à filha de Mark Twain (e que talvez tenha sido, afinal, da autoria do escritor); 
- outro conto, Os Mortos, de James Joyce. 

Três textos a rasgar a noite escura, cercados pelo silêncio e pela profunda satisfação que vem da leitura. 

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Autor(es)

James Joyce

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Mark Twain

Pseudónimo de Samuel Langhorne Clemens, escritor norte-americano nascido em 1835, na Florida. Quando tinha 4 anos a família mudou-se para Hannibal, na margem do Rio Mississípi. O pai de Twain morreu em 1847 e ele tornou-se aprendiz de impressor (1847-55). Entre 1853-54 viajou pelos diversos estados, trabalhando como impressor. Após uma breve viagem ao Brasil, tornou-se piloto fluvial no Mississípi (1857-61). Nessa época adotou o pseudónimo de Mark Twain, que na linguagem de verificação da profundidade dos rios significa "duas marcas" na sonda. Foi jornalista e conquistou a atenção do público com o conto The Celebrated Jumping Frog of Calaveras County, publicado em 1865 num jornal e depois editado em livro com outros ensaios (1867). Em 1867 Twain visitou a França, a Itália e a Palestina, recolhendo material para o seu livro The Innocents Abroad (1869), que estabeleceu a sua reputação de humorista. Twain casou em 1870 e fixou-se em Hartford, Connecticut. Dois anos depois publicou Roughing It, e em 1873 The Gilded Age. Em 1876 foi publicada a primeira das suas grandes obras, The Adventures of Tom Sawyer, romance baseado nas experiências da adolescência do autor no Rio Mississípi. No seu livro seguinte, A Tramp Abroad(1880) o autor revisitou a Europa, regressando ao seu território com Life on the Mississippi. A obra-prima da carreira literária de Twain, The Adventures of Huckleberry Finn, foi publicada em 1884. O livro, que à semelhança de Tom Sawyer parecia um livro para jovens, constituía na realidade uma fábula da América urbana e industrial que na época de Twain ameaçava o sonho de liberdade junto da natureza. Huck representava muitas das aspirações da sociedade americana, com as quais o público facilmente se identificou. O romance estabeleceu definitivamente Twain como um dos grandes humoristas da literatura mundial. Entretanto foram publicadas outras obras do autor: A Connecticut Yankee in King Arthur's Court (1889), The Tragedy of Pudd'nhead Wilson (1894) e Personal Recollections of Joan of Arc (1896). A década de 1890 foi marcada por dificuldades financeiras e nos últimos anos de vida o gosto de Twain pela caricatura burlesca deu lugar a um pessimismo satírico. A dimensão irónica do mundo e em particular do sonho americano revelaram a nova paisagem americana em toda a sua materialidade. Twain morreu em Abril de 1910. A sensibilidade do escritor, dividida na transição da América para a era industrial, influenciou particularmente William Dean Howells, amigo próximo de Twain.

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Jorge de Sena

JORGE DE SENA (Lisboa, 1919 – Santa Bárbara, Califórnia, 1978), poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta, crítico literário, teatral e de cinema, historiador da cultura, tradutor e cidadão do mundo, é uma das figuras centrais da nossa cultura e da literatura do século XX. Jorge de Sena formou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto, em 1944, e trabalhou na Junta Autónoma de Estradas, depois de uma carreira amputada na Marinha, ao ser excluído, em 1938, no fim da viagem de instrução no navio-escola “Sagres”. Em 1945 subscreve listas públicas exigindo eleições livres, em 1956 é um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Escritores e em 1959 está envolvido no frustrado “golpe da Sé”. Em Agosto desse ano, aproveitando uma deslocação à Universidade da Bahia, para participar num colóquio sobre cultura e literatura portuguesa e brasileira, permanece exilado no Brasil, aí desenvolvendo uma importante actividade política como membro da Unidade Democrática Portuguesa, do Centro Republicano Português de São Paulo e do Jornal Portugal Democrático. No Brasil, torna-se professor universitário de literatura e, para poder leccionar, cidadão brasileiro, doutorando-se em Letras em 1964, com uma tese sobre Luís de Camões. O golpe militar desse ano e a onda de perseguições que se lhe seguiu faz com que aceite um convite da Universidade do Winscontin, em Madison, transferindo-se para os Estados Unidos em Outubro de 1965. Em 1970, já como professor catedrático, muda-se para a Universidade de Santa Barbara, onde ocupará os cargos de Director do Departamento de Espanhol e de Português do Programa Interdepartamental de Literatura Comparada.
Ao receber o Prémio Internacional de Poesia Etna-Taormina, em Abril de 1977, Jorge de Sena disse da sua poesia o que podemos dizer de toda a sua obra: que é “a poesia de um homem que viveu muito, sofreu muito, partilhou a vida pelo mundo adiante, sempre exilado, e sempre com uma vontade de ferro. […] uma poesia que, sempre que se forma, não sabe nada, porque é precisamente a busca ansiosa e desesperada de um sentido que não há, se não formos nós mesmos a criá-lo e a fazê-lo” Jorge Fazenda Lourenço

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