Partilhar

A Constituição de uma Coleção Nacional - As Esculturas de Ernesto Vilhena

Maria João Vilhena de Carvalho

Sujeito a confirmação por parte da editora



Desconto: 10%
17,65 € 19,61 €
Wishlist Icon

Poderá gostar

Detalhes do Produto

Sinopse

O comandante da Marinha Ernesto Jardim de Vilhena (1876-1967) foi o mais importante colecionador de arte em Portugal na primeira metade do século XX e os núcleos da coleção, alienados após a sua morte, persistem como referências no património nacional português. Em 1969, através da aplicação de mecanismos que prefiguraram a dação em pagamento, 1500 esculturas foram doadas ao Estado pelos herdeiros e incorporadas no Museu Nacional de Arte Antiga, o que resultou na alteração da identidade da histórica coleção museológica retratada neste trabalho.
A narrativa parte da biografia cultural dos objetos artísticos para apresentar o perfil de Ernesto de Vilhena e o seu modo de colecionar, desvendando a aura que o transformou numa personagem mítica. Senhor de uma fortuna adquirida na gestão colonial, dedicou toda a energia a construir o programa científico de uma «empresa colecionista» com o objetivo de criar «um feito memorável para Portugal», imbuído do valor de «resgate» da sua história, desenvolvendo um método que o diferenciou dos outros colecionadores por refletir o seu singular entendimento da história da escultura e do património nacionais. Do território onde foi coligida, a escultura passou à Casa Vilhena e dali para o Museu Nacional de Arte Antiga, no decurso de um resgate inédito na história do património cultural português sob tutela do Estado. Com a crónica da doação dos herdeiros de Vilhena fecha-se o círculo e completa-se a ambição do colecionador, fazendo retornar as esculturas ao domínio público da arte e da história portuguesas.

Ler mais

Autor

Maria João Vilhena de Carvalho

Ler mais