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1000 Anos de Alegrias e Tristezas - Memórias

Ai Weiwei

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Sinopse

«A ideia para este livro surgiu na minha mente durante os oitenta e um dias em que estive secretamente detido pelo governo chinês, em 2011.» disse Ai Weiwei. «Ao longo dessas semanas intermináveis, pensei muitas vezes no meu pai, poeta, que tinha sido exilado no decorrer da campanha anti-direitista de Mao Tsé-tung. Percebi que pouco sabia sobre o meu pai, mas que era grande a minha mágoa pela distância intransponível que acabou por nos separar. Não quis que o meu filho sentisse a mesma tristeza, por isso, decidi que, se fosse libertado, escreveria tudo o que sabia sobre o meu pai e contaria ao meu filho, com honestidade, quem eu era, o que é a vida e porque é tão preciosa e por que razão a autocracia tanto teme a arte.»

Em 1000 ANOS DE ALEGRIAS E TRISTEZAS, Ai Weiwei oferece-nos uma descrição impressionante da China dos últimos 1000 anos e, simultaneamente, reflecte sobre o seu processo artístico. Além de explorar as origens da sua criatividade fora de série e das suas apaixonadas convicções políticas, Weiwei revela ainda a história do seu pai, Ai Qing, outrora o poeta mais influente da China e camarada próximo e íntimo de Mao Tsé-Tung. Durante a Revolução Cultural Chinesa, Ai Qing foi considerado de direita e condenado a trabalhos forçados. Toda a sua família, incluindo o filho, foi desterrada para uma parte remota e desolada do país a que chamavam «Pequena Sibéria». Nas suas memórias, Weiwei descreve uma infância no exílio e conta-nos a difícil decisão de abandonar a família para ir estudar Arte nos Estados Unidos, onde se tornou amigo de Allen Ginsberg e encontrou em Marcel Duchamp e Andy Warhol uma inspiração. Com honestidade e sageza, descreve o seu regresso à China e a sua ascensão de artista desconhecido a estrela da cena artística internacional e activista pelos direitos humanos sem esquecer a forma como o seu trabalho tem sido moldado pela vivência sob um regime totalitário.   

As esculturas e instalações de Ai Weiwei já foram vistas por milhões de pessoas em todo o mundo e um dos seus feitos arquitectónicos inclui a sua contribuição no desenho do Estádio Olímpico «Ninho de Pássaro», em Pequim. O seu activismo político pô-lo desde cedo na mira das autoridades chineses, o que culminou numa detenção secreta em 2011 e que viria a terminar, ao fim de alguns meses, numa libertação sem qualquer queixa formal apresentada. Ambicioso e intimista, 1000 ANOS DE ALEGRIAS E TRISTEZAS oferece-nos um conhecimento profundo das várias forças que fizeram da China o que ela é hoje e é, ao mesmo tempo, um alerta para a necessidade urgente de proteger a liberdade de expressão.


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Autor

Ai Weiwei

Ai Weiwei nasceu em 1957 em Pequim, na China. Foi viver para os Estados Unidos no início da década de 1980, regressou a Pequim em 1993 e vive na Europa desde 2015.

Defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão, é uma presença activa nas redes sociais e o seu trabalho tem tido uma vasta exposição pública. As suas exposições de arte incluem Fairytale na Documenta 12, em Kassel (2007); Sunflower Seeds no museu Tate Modern, em Londres (2010); Evidence no museu Martin Gropius Bau, em Berlim (2014); Ai Weiwei na Royal Academy of Art, em Londres (2015); Maybe, Maybe Not no Museu Israel, em Jerusalém (2017); Ai Weiwei on Porcelain no museu Sakip Sabanci, em Istambul (2017-2018); Good Fences Make Good Neighbors, em Nova Iorque (2017-2018); Raiz no OCA, em São Paulo (2018); e Circa 20:20, em Londres (2020). Entre os seus documentários de média-metragem contam-se Human Flow (2017) e Coronation (2020).

Ai Weiwei recebeu diversos prémios, incluindo o Prémio Václav Havel de Dissidência Criativa da Human Rights Foundation (2012) e o Prémio de Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional (2015).

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