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Sinopse

Esta antologia poética, com tradução e introdução cúmplice de Ernesto Sampaio é, entre nós, a primeira amostra desenvolvida da poesia de Breton. Resulta esta poesia do depreciado automatismo psíquico? Sem dúvida. Mas é também poesia de alguém que andava com a estrela na fronte, reivindicando uma nova “claridade na terra”, uma luz vinda do interior das zonas mais obscuras, como do negro do solo as sementes vêem a luz em árvores frondosas.

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Autor

André Breton

«Papa do surrealismo» para muitos dos seus detractores e um dos principais teorizadores desta corrente, André Breton (1896-1966) sempre se norteou pelo desdém pelas convenções literárias e sociais. Constrangido a estudar medicina quando a poesia já se apoderara do seu coração, foi influenciado por Guillaume Apollinaire, Louis Aragon e Paul Éluard. O inconsciente e a loucura interessaram-lhe como fontes criadoras e bebeu de Freud para desenvolver a técnica da escrita automática, que viria a experimentar em Les Champs Magnétiques (1920). Em 1924, publicou o Manifesto Surrealista, assumindo no ano seguinte a direcção da revista La Révolution Surréaliste. Após o exílio nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, regressou a Paris, onde se opôs ao colonialismo francês. 

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