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Correspondência a Três

Testemunhos

Rainer Maria Rilke, Boris Pasternak, Marina Tsvétaïeva

Sujeito a confirmação por parte da editora

Desconto: 20%
17,60 € 22,00 €

Detalhes do Produto

Sinopse

“Eu lia a tua carta a bordo do oceano, e o oceano lia-a comigo” (Tsvétaïeva)
“Tu és o meu único céu legítimo e a minha mulher” (Pasternak)
“Como é que nos tocamos? Por golpes de asa” (Rilke)


Durante os meses de 1926, três dos maiores poetas do seu tempo vão trocar entre si uma correspondência extremamente apaixonada. Sós dois deles se conheciam bem: Pasternak e Tsvétaïeva. Rilke nunca vira Tsvétaïeva e mal conhecia Pasternak: o verdadeiro elo deste triângulo era a admiração recíproca.
Pasternak está retido em Moscovo pela revolução (é a época em que ele é o Doutor Jivago), Tsvétaïeva vive em França, emigrada, Rilke na Suíça, onde vai morrendo lentamente. O isolamento em que se encontram em relação aos outros, a ausência de qualquer contacto ou conhecimento concreto favorecem a exaltação, a idealização, o sublime… mas também os dramas da susceptibilidade, do ciúme, dos remorsos, das rupturas, dos interditos voluntários e outros melindres. A paixão amorosa (a milhares de quilómetros) está indelevelmente ligada ao arrebatamento poético. Imperiosa em Tsvétaïeva (a Rilke: “A tua Rússia, sou eu e apenas eu”), mais discreta, plena de abnegação em Pasternak. Rilke é outra coisa, Rilke estava ocupado a morrer…
Eis porque Correspondência a Três se lê como um grande romance de amor, tanto mais belo porque sobre as paixões humanas se projecta a sombra da grande poesia.

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Autor(es)

Rainer Maria Rilke

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Boris Pasternak

Boris Pasternak nasceu em Moscovo em 1890, numa família judia. Depois de uma passagem pela Alemanha, onde estuda filosofia, volta para Moscovo em 1914, estabelecendo ligações com o grupo futurista local e iniciando-se na poesia. Pasternak afirma-se com o seu terceiro livro, Minha Irmã a Vida, de 1917, que circula sob a forma de manuscrito até 1922, ano em que é finalmente publicado. Mantém, com dificuldades, o seu trabalho como tradutor e escritor ao longo dos anos 30 e em 1947 inicia uma relação amorosa com Olga Ivínskaia, que inspirará a personagem de Lara em Doutor Jivago, obra que começa a escrever no pós-guerra. A primeira edição deste título dá-se em Itália em 1957 e no ano seguinte Pasternak é galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. As autoridades soviéticas reagem com fúria e obrigam-no a recusar o prémio, sob a ameaça de graves sanções. Boris Pasternak morre dois anos depois, em Peredelkino, perto de Moscovo. Doutor Jivago só seria publicado na União Soviética em 1988.

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Marina Tsvétaïeva

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