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O texto problematiza a definição do objecto da ciência económica, que não é uma questão resolvida e indiscutível.
Sublinha que a Economia Política surgiu como "ciência da burguesia" num período em esta era a classe em condições de (e interessada em) analisar objectivamente a sociedade e a economia.
Distingue duas perspectivas essenciais da ciência económica: 1) perspectiva clássica-marxista, centrada no estudo da origem da riqueza e da natureza do excedente e da sua distribuição entre as classes sociais, nas sociedades caracterizadas pelo conflito social; 2) perspectiva subjectivista-marginalista, que ignora as classes sociais; concebe a vida económica como produção de utilidades para a satisfação das necessidades; reduz a distribuição da riqueza à teoria da formação dos preços; centra-se no estudo do comportamento do homo oeconomicus, à margem da história; ignora o poder, as estruturas do poder, as relações de poder.
Defende que a ciência económica não é uma ciência exacta; que o marginalismo é incapaz de compreender o capitalismo; que o mercado não é um mecanismo natural, mas uma "instituição política"; que o homo oeconomicus é uma invenção alheia às pessoas de carne e osso, um robot incapaz de escolhas morais; que o capitalismo não é o fim da história.
ÍNDICE
1. - Enunciado da problemática
1. 1. - Economia Política (Polical Economy) ou Economia
(Economics)
1.2. - Há uma definição para a ciência económica?
1.3. - A ciência económica surgiu com o capitalismo
1.4. - A ciência económica surgiu como "ciência da burguesia"
2. - As duas perspectivas fundamentais da ciência económica
2.1. - A perspectiva clássica-marxista (Fisiocratas - Smith - Ricardo-Marx)
2.1.1. - Os fisiocratas
2.1.2. - Adam Smith
2.1.3. - David Ricardo
2.1.4. - Karl Marx
2.2. - A. perspectiva subjectivista-marginalista
2.2.1. - Jean-Baptiste Say
2.2.2. - McCulloch e Nassau Sénior
2.2.3. - A "revolução marginalista"
2.2.4. - A síntese de Lionel Robbins
3. - Reflexão crítica
3.1. - O âmbito da ciência económica
3.2. - As limitações da ciência económica baseada na análise do comportamento do homo oeconomicus
3.3. - A Economia marginalista é incapaz de compreender
o capitalismo
3.4. - É possível uma pura "ciência dos meios"
3.5. - A Economia é uma ciência?
4. - Em jeito de síntese
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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