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“Alguém teve de separar a vegetação para traçar um sulco e seguindo o índice alcançar o segmento na cronologia da estrada. A abertura para o vale consecutivo desvendou-me o propósito secreto da civilização. Entre os soluços da aragem na mata abateram as formas primitivas. Tinham a consciência de que cada instrumento é um braço obssessivo e assumiram a missão nómada da mobilidade.
Estou a prever que um assalariado no acabamento da superfície escura pode ser essencial à finalidade. Nem assim o alieno da sua existência rígida nem a minha poética se alheia. Sistematizo para um fim os dados do trabalho e dedico-me à perfeição
da poesia que defino como um documento. Todo o excesso se acumula na História.”
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