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“Em suma: no plano meramente militar – com a
(quase) amputação do corpo guerrilheiro do
MPLA e com os outros movimentos de joelhos –,
nada podia impedir que a mais aportuguesada
das colónias continentais africanas fosse o
último vértice do grande triângulo luso-tropicalista:
Lisboa-Rio-Luanda, triângulo que faria do
Atlântico Sul um “lago lusófono” de domínio branco.
A concretização dessa utopia triangular era defendida
por muitos […].
Mais de três décadas depois da guerra de Angola,
se não existe o “triângulo luso-tropicalista”, existe
com certeza, e cada vez mais, uma lusofonia atlântica.
O Atlântico Sul é um “lago lusófono”, não de
domínio branco exclusivo, mas também negro e
mestiço, ou seja, uma malha civilizacional morena,
tendo por suporte a língua portuguesa, cobre o
Sul do Atlântico.”
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