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São já bastantes os estudos que rodeiam o tema do segredo de justiça, mas poucos versaram,
de forma abrangente, o ponto específico em que se detém esta obra: a relação existente entre o
Ministério Público e o Juiz de Instrução Criminal no nosso sistema processual penal, especificadamente
no âmbito da determinação do processo a segredo de justiça.
Averiguaram-se as repercussões que as alterações legislativas provocaram, designadamente,
no seio do paradigma do nosso processo penal: o legislador ao alterar o regime do segredo de justiça,
impondo a regra da publicidade, não alterou igualmente a estrutura definida constitucionalmente
para o processo penal? Se sim, em que sentido?
E nessa demanda abordou-se a questão da estrutura do processo penal português, da função
constitucional e dos poderes quer do MP, quer do JIC, o regime da publicidade/segredo de justiça
do processo, analisando-se as alterações legislativas e as suas implicações na jurisprudência e procurou-
se produzir uma análise crítica da posição do legislador patente na recente reforma legislativa,
nomeadamente averiguando a existência ou não de uma mudança de paradigma processual
penal.
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