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O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver
o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na
Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de
noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara
verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a
sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que
foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao
lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O
viajante volta já.
É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.
Reimprime-se com capa nova a obra anterior e acrescenta-se
um prefácio de Claudio Magris.
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