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Neste livro, faz-se a edição e o estudo de 2 manifestos futuristas publicados em Coimbra.
À distância do tempo, estes folhetos continuam a surpreender-nos pela sua ousadia, a começar pelo aspecto gráfico.
O primeiro é de Francisco Levita, saiu em 1916, e intitula-se Negreiros-Dantas: Uma página para a História da Literatura Nacional. O seu autor era um estudante de Direito, recordado nas memórias da academia pela sua extravagância e pelo seu refinado gosto. De entre os seus arrojos, conta-se uma ida ao Palace do Buçaco, onde escandalizou os presentes com uma ementa futurista.
A desafiar Almada Negreiros, houve muitos, mas a fazê-lo como futurista, Levita teria sido um dos poucos.
O segundo, Coimbra Manifesto 1925, andava perdido, sendo esta a primeira vez que se reproduz o original. Foi escrito por quatro estudantes, que usaram pseudónimos: Óscar (Mário Coutinho); Pereira São-Pedro (Pintor) (João Carlos Celestino Gomes); Tristão de Teive (Abel Almada); e Príncipe de Judá (António de Navarro).
Formaram o chamado movimento futurista de Coimbra. Organizaram uma conferência no Teatro Sousa Bastos, intitulada Sol, que acabou num banho de agulheta, planearam uma revista com o mesmo nome, e importunaram pacatos cidadãos com o seu Zum-Pim-Zim!
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